Goiânia encerra o ano com inflação de 7,26%

Goiânia encerra o ano com inflação de 7,26%por Mariza Santana*
A inflação de Goiânia, apurada pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), acumulou em 2011 taxa de 7,26%, resultado abaixo do verificado em 2010, que foi de 8,08%. Os grupos de vestuário, alimentação e transportes foram os que mais contribuíram. Juntos, os três grupos tiveram participação de 50% na formação do índice inflacionário do ano passado na capital. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Segplan levanta o custo de vida de famílias com renda mensal entre um e cinco salários mínimos.
De acordo com a superintendente de Estatísticas, Pesquisa e Informações Socieconômicas da Segplan, Lillian Prado, o grupo do vestuário foi o que registrou a maior elevação: 16,43%. Isso se deve ao aumento da principal matéria-prima, o algodão, e ao fato de as roupas terem ficado mais elaboradas, o que refletiu nos preços. A alta no vestuário foi mais acentuada em dois momentos: em maio e junho, por causa da nova coleção de inverno; e em novembro e dezembro, com a chegada da coleção de verão. O vestuário teve participação de 17% na formação do IPC do ano.
Já o grupo da alimentação, que tem o maior peso no orçamento das famílias goianienses, apresentou alta acumulada de 6,28% em 2011 e foi responsável por 26% do índice inflacionário do período. Os campeões de aumento foram o tomate, café moído, margarina e queijo frescal. Lillian lembrou que em 2010 a inflação de Goiânia foi basicamente pressionada pelos preços dos alimentos. Já no ano passado os aumentos foram disseminados em mais grupos.
Outro grupo que contribuiu para o aumento do custo de vida em Goiânia foi o de transportes, que subiu 8,91% e teve participação de 17% na formação do índice inflacionário do ano anterior. Os destaques ficaram com a tarifa de ônibus urbano (11,11%), passagem de ônibus interestadual (12,58%) e combustíveis. O etanol foi reajustado em 20,12% e a gasolina comum subiu 7,43%.
Embora com participação menor na formação do índice inflacionário (6%), o grupo da educação ficou com a segunda maior alta no ano passado, de 11,41%. A mensalidade escolar de ensino médio foi majorada em 14,03%. Já habitação subiu 6,28%, devido principalmente aos reajustes do aluguel residencial (7,85%) e da tarifa de água e esgoto (5,92%).
Dezembro
Em dezembro, a inflação medida em Goiânia pela Segplan ficou em 0,76%, um pouco abaixo do verificado em novembro, de 0,88%. Os grupos de alimentação (1,33%), vestuário (2,19%), despesas pessoais (1,26%) e transportes (0,63%) foram os que mais pesaram na formação do IPC do último mês de 2011. Para janeiro, a tendência é que a inflação continue elevada em Goiânia, adiantou a superintendente. Tra­­- dicionalmente a taxa do primeiro mês do ano fica acima de 1%, por causa do efeito do reajuste do salário mínimo, das despesas com educação e da pressão das altas de preços de hortaliças e verduras por causa do período chuvoso.
O custo da cesta básica calculado pela Segplan acumulou alta de apenas 3,73% em Goiânia no ano passado, contra 18,84% em 2010. Em dezembro atingiu o valor de R$ 211,68. Do total de 12 itens pesquisados pelo órgão na capital, nove tiveram alta em 2011, enquanto três fecharam o período com taxa negativa. O café foi o campeão de reajuste, com 25,14%, vindo em seguida margarina (13,68%) e leite (9,26%). As três reduções foram verificadas no arroz (-1,69%), açúcar (-5,82%) e feijão (-5,88%).
Mariza Santana é jornalista do jornal OHoje.