Prova de português da Meritocracia foi anulada. Ordem de classificação pode ser alterada.

O secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, decidiu anular a prova de Português da Meritocracia de setembro, realizada no último domingo. Ele afirmou que a equipe avaliou que a cópia de questões de dois sites.

“Embora estejamos certos de que não houve intenção de ferir a lisura do processo, achamos melhor cortar o mal pela raiz. Seria ruim ter de ficar justificando. Reconhecemos que foi inadequado e vamos corrigir”, disse Vecci.

O “corrigir” que o secretário diz, refere-se a anular toda a prova de português, inclusive questão sem erros e que os participantes acertaram – erraram. Essa mudança pode reordenar a lista de classificação, fazendo com que pessoas que não se saíram bem em português sejam beneficiadas.

Isto é mais um argumento que põe em xeque a eficiência do processo meritocrático em escolher pessoas pelo mérito. Entidades de classes e servidores que participaram dos últimos processos seletivos questionam a participação de comissionados, a entrevista ser eliminatória e supervalorização de concorrentes que ocuparam cargos de chefia anteriores – que bem provavelmente foram alcançados por indicação.

A nota por ter ter sido indicado anteriormente para algum cargo pode chegar a 60 pontos. E mesmo que o servidor consiga ficar acima de um concorrente com “experiências anteriores”, ele pode simplesmente ser eliminado na entrevista.

MUDANÇA NO PROCESSO EM ANDAMENTO.

Não é a primeira vez que o processo meritocrático é alterado em pleno andamento. No primeiro e segundo processo de meritocracia, houve casos que alterações do edital foram feitas depois da prova. Mesmo com reclamações quantos aos critérios de classificação – como indicação para chefias e entrevista eliminatória – nada foi mudado no processo de meritocracia de setembro.

A novidade dessa vez foi a anulação de uma matéria inteira da prova, mesmo com questões sem erros e válidas (somente uma questão de português não possuia resposta válida e já havia sido anulada).

Aproveitando aproveitando a prova sobre questões gerenciais, o governo não se mostrou capaz de aprender com feed-backs e sugestões dos colaboradores.